Pensamento mediano
Singularmente perversa e infantilizada, nossa classe média é o suporte de
uma visão de mundo que transforma exploração em generosidade
Jessé de Souza - O Estado de S.Paulo
18 de maio de 2013 | 16h 09
Pessoal nem deu tempo de refletir muito e elaborar a respeito do texto deste artigo, mas a vontade de compartilhar foi maior que a necessidade de reflexão.
Esta percepção de que o Estado é Corrupto e o Mercado é Eficiente, por natureza, está no cerne das discussões sobre a melhor forma de se desenvolver o Brasil, e de como fazer o país crescer.
Esta percepção de que o Estado é Corrupto e o Mercado é Eficiente, por natureza, está no cerne das discussões sobre a melhor forma de se desenvolver o Brasil, e de como fazer o país crescer.
Além disto, a discussão de ser ou não ser moderno, republicano ou não, é impregnada desta percepção de que a classe média tem direito a tudo por mérito, e o resto da população que fique com as sobras.
Por outro lado, tem começado a ocupar espaço no pensamento médio brasileiro, acerca do papel do Estado, uma discussão de que o Estado não tem mais condições de atender a classe média brasileira. Outra falácia.
Especialmente porque todos pagam impostos para que se constitua um Estado que garanta condições de convivência entre as pessoas, como já tão bem discutido pelos contratualistas.
Especialmente porque todos pagam impostos para que se constitua um Estado que garanta condições de convivência entre as pessoas, como já tão bem discutido pelos contratualistas.
Talvez devêssemos pensar que o Estado e a Sociedade Brasileira tem uma dívida histórica com as classes menos favorecidas, e por isto temos que criar mecanismos para permitir um menor desequilíbrio entre ricos e pobres no nosso país.
Mas, a partir daí defender a ideia de que o Estado não precisa mais garantir, segurança jurídica para os contratos, segurança pública, educação básica de qualidade e saúde para todos, é pensar num modelo de Estado muito restrito.